27Maio2017

Informes Boletins 11/4/2014 Cenibra já registra 10 acidentes de trabalho

11/4/2014 Cenibra já registra 10 acidentes de trabalho

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 altO Sindex-MG desenvolve um intenso trabalho para garantir condições adequadas de saúde e segurança aos trabalhadores que representa. Um exemplo é o acompanhamento sistemático dos acidentes de trabalho que chega ao conhecimento da entidade.

No caso da Celulose Nipo-Brasileira S/A (Cenibra), só nestes primeiros quatro meses de 2014, já foram registrados 10 acidentes, sendo que, em dois deles, a empresa não emitiu a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Essa atitude é lamentável e irregular, visto que qualquer acidente deve ser comunicado às autoridades competentes.

É importante destacar que tanto o trabalhador quanto o Sindicato podem abrir uma CAT, caso a empresa se recuse a fazê-lo. Foi o que aconteceu com o operador de máquina André Rezende Duarte, que foi demitido, apesar de doente (o médico do Trabalho da Cenibra já havia indicado 40 sessões de fisioterapia para o trabalhador). Diante dessa situação, o Sindex-MG abriu a CAT e, agora, negocia junto à Cenibra o cancelamento da demissão.
O outro caso de não-abertura de CAT é do trabalhador Sebastião Antônio Souto, que machucou o joelho, após cair em buraco. A empresa alegou que não era necessária a CAT, já que não houve perda de tempo.
E porque as empresas evitam ao máximo abrir uma CAT? Entre os vários motivos, está a estabilidade de um ano que o trabalhador garante, após retornar do período de afastamento.
Por isso, trabalhador, não tenha medo de exigir seus direitos: ao sofrer qualquer acidente de trabalho, exija a abertura da CAT. Em caso de dúvida, procure o Sindex-MG.
Ambulâncias – Um assunto exaustivamente abordado pelo Sindex-MG é a necessidade de ambulâncias nas frentes de trabalho da Cenibra. A empresa alega que disponibiliza veículos para prestar socorro, mas, na prática, isso não ocorre. O trabalhador florestal João Bosco Damasceno machucou o joelho, no Projeto Jacutinga 2, e precisou ser socorrido por quatro companheiros de trabalho, que improvisaram uma maca. João foi conduzido de ônibus, onde ficou no corredor, até chegar no Hospital São José, em Virginópolis.  Ou seja, o atendimento prestado foi totalmente inadequado. A falta de ambulâncias nas frentes de trabalho coloca em risco a integridade física dos trabalhadores, principalmente no caso de um acidente mais grave.
O Sindex-MG reafirma publicamente seu compromisso de acompanhar de perto as condições de saúde e segurança disponibilizadas pelas empresas do setor. E contamos com sua ajuda neste trabalho! Entre em contato conosco sempre que precisar!