26Junho2017

Informes Notícias 13/11/2016 Ftiemg participa de congresso dos 70 anos da CNTI

13/11/2016 Ftiemg participa de congresso dos 70 anos da CNTI

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altRepresentantes de 503 sindicatos e 39 federações participaram do 9º Congresso Nacional dos Trabalhadores Industriários do Plano da CNTI, realizado em Luziânia (Goiás), no período de 23 a 26 de outubro de 2016. A Ftiemg foi representada no evento pelo seu presidente, José Maria Soares.

O Congresso da CNTI apontou para a necessidade histórica de os trabalhadores fazerem sua parte, sugerindo caminhos viáveis para o país retomar o crescimento, com geração de novos postos de trabalho, com emprego e renda dignos, e implantação de políticas de igualdade e justiça social. Os participantes aprovaram um documento, a Carta de Brasília, que inclui deliberações, sugestões e observações com base nas palestras e debates realizados, levando-se em conta o atual momento de crise política, econômica, moral e ética pelo qual o Brasil está passando.

Um dos pontos que merece mais destaque é necessidade de mobilização imediata e urgente contra o PLC 30/2015, que institui a altterceirização na atividade-fim, comprometendo os direitos dos trabalhadores em termos salariais e direitos contidos na CLT. Outra prioridade é a mobilização contra a PEC 55 (PEC 241), que está no Senado e que congela gastos com saúde, educação e assistência social pelos próximos 20 anos, políticas públicas fundamentais que se encontram em condições precárias e necessitando de investimentos urgentes, sobretudo, aquelas afetas à saúde e segurança das classes trabalhadoras. Nesse sentido, os congressistas aprovaram, por unanimidade, Moção de Repúdio contra a aprovação da PEC, com a qual o governo federal tenta impor à sociedade e, em especial às classes trabalhadoras, o maior ataque aos direitos sociais.

Os congressistas aprovaram, ainda, Moção de Repúdio em total contrariedade à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que concedeu medida cautelar suspendendo os efeitos da Súmula 277 do Tribunal Superior do Trabalho, que trata da ultratividade das normas e convenções coletivas - a ultratividade garante que, quando da assinatura de um Acordo Coletivo, os benefícios retroajam à data-base. Com a medida do ministro Gilmar Mendes, os benefícios passam a valer a partir da assinatura, , impondo enorme prejuízo aos trabalhadores.

Fonte: Site da CNTI (www.cnti.org.br)

Crédito da foto: Júlio Fernandes/Agência Fulltime