26Julho2017

Informes Notícias 14/3/2014 Trabalhadores pedem contrapartida em ações de incentivo à indústria

14/3/2014 Trabalhadores pedem contrapartida em ações de incentivo à indústria

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Os presidentes de cinco confederações de trabalhadores da indústria filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT) reuniram-se hoje (13) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, para pedir contrapartidas para os funcionários nas ações de incentivo ao setor. Eles argumentam que benefícios como a desoneração da folha de pagamento e do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) não foram repassados aos trabalhadores na forma de estabilidade e melhores salários. Juntas as confederações representam 3,2 milhões de empregados de aproximadamente 10 milhões no setor da indústria.  “Teve desoneração, foi importante. A desoneração da folha de pagamento causou a perda de 1% na arrecadação previdenciária, mas ajudou a garantir empregos. No entanto, a rotatividade ainda é grande e os salários, pouco expressivos”, disse Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM).  Segundo ele, uma das soluções possíveis para dar segurança e garantir melhores condições para os trabalhadores é que a liberação de financiamentos para empresas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fique condicionada às contrapartidas em favor dos empregados.
 
De acordo com Cayres, ficou acordado que os representantes dos trabalhadores montarão um grupo e discutirão as questões na comissão de relações do trabalho do Plano Brasil Maior, iniciativa do governo para estimular a indústria. Segundo ele, foi agendada ainda nova reunião no ministério daqui dois meses.  Além da CNM, as outras confederações que participaram da reunião foram a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação (Contac), Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria do Vestuário (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário (Conticom).  
 
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas o órgão não se manifestou sobre o encontro. (Texto de Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli)


Alta rotatividade 

Os sindicalistas estão preocupados com a rotatividade de trabalhadores - movimento que, segundo as confederações, ocorre com a demissão de empregados com salários altos para troca por mão de obra mais barata. De acordo com Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), na indústria de transformação a rotatividade aumentou de 52% para 64% do total da mão de obra contratada. "Isso acontece reduzindo o ganho do trabalhador, que perde em salário e vê o aumento da contração de terceirizados", afirmou ao Broadcast. A presidente da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ), Lucilene Varjão, disse que no ano passado o setor demitiu 30 mil trabalhadores e recontratou o mesmo número. "O problema é que os que entram ganham um salário menor e a maioria é terceirizada", disse. (Fonte: Estadão)